Poesia que estará no meu próximo livro!
Hídricos tatos,
Não envergonhados,
Pudores atrofiados,
Por peita dos chaveiros de ouro.
Olhos baixos,
Já desleixados;
Valores dantes, deixados,
Amarrados nas mesas das suas casas.
E os caminhos
Desérticos, desolados,
Cambiados por atalhos,
E os retirantes sem passaporte.
Poderiam os donos das arcas
Inventarem desvio do fim,
Eternizar nas bocas, seus marfins,
Não putrefar suas cadáveres?
Penam os que não escolheram,
Elaboram a grande safra;
Alheios, moldam sua massa,
Sem pão, alimentam quem nunca ceifou.